Desde abril, os trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP) estão em greve reivindicando melhores condições de trabalho, fim dos processos de terceirização e aumento salarial de 16%.
Semelhante à greve dos professores da rede estadual, os servidores da universidade enfrentaram a intransigência e falta de diálogo por parte do governo do PSDB, que na USP é representado pelo reitor João Grandino Rodas. No início de 2010, a reitoria da USP, concedeu aumento salarial aos professores deixando de fora os servidores técnico-administrativos, quebrando assim o acordo histórico, documentado em 1991, no qual as reitorias e as categorias das três universidades estaduais em São Paulo (USP,UNICAMP e UNESP) reconheceram o princípio da isonomia,ou seja, igualdade de benefício salarial entre as categorias.
Não bastasse a intransigência, o reitor João Grandino Rodas tenta de diversas maneiras coagir os trabalhadores para que não exerçam seu direito de greve, divulgando que haveria o desconto do salário dos dias que permanecessem em greve, e que os piquetes seriam tratados como caso de polícia.
Diante de tais ameaças, os trabalhadores decidiram em nova assembléia continuar a greve. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP), a reitoria continuará ocupada e os trabalhadores permanecerão em greve enquanto não forem atendidas as reivindicações.
Nos últimos meses, a greve se ampliou para as demais universidades estaduais (UNICAMP e UNESP), reflexo do descontentamento dos trabalhadores do Estado de São Paulo contra as políticas neoliberais do governo do PSDB.