Muita disposição de luta e entusiasmo marcaram o IV Encontro Norte-Nordeste de Estudantes de Escolas Técnicas e Tecnológicas (Enoet), realizado, nos dias 15 e 16 de maio, no Instituto Federal do Pará (IFPA), em Belém. Com o total apoio da diretoria do campus Belém e da Reitoria do IFPA, e organizado pelo Grêmio Estudantil Cabanagem, pela Uesb e pela Diretoria de Escolas Técnicas da Ubes, o Enoet teve a participação de cerca de 300 estudantes de escolas técnicas, vindos de vários municípios do Pará (Abaetetuba, Altamira, Bragança, Castanhal, Conceição do Araguaia, Itaituba, Marabá, Santarém, Tucuruí e Belém) e de delegações dos Estados de Roraima, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
O tema do IV Enoet foi “O papel da educação técnica e tecnológica na soberania do país. Os principais debates foram: Financiamento, investimento e o papel do Estado na educação técnica e tecnológica”, com a presença de Fernando Alves, ex-diretor da UBES e da UNE, que representou o Cenefaj, de Michele Pinto Paranhos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), e de Gregorio Gould, vice-presidente da UBES; e “O papel da educação técnica e tecnológica na soberania do país”, com Luiz Falcão, ex-vice-presidente da UNE e atual editor de A Verdade, Eliza Magna de Souza Barbosa, representando o Sinasef, Claudeane Lopes, diretora da UNE, e Edilza Fontes, professora da UFPA.
O ato de abertura teve a participação do reitor do IFPA, do Sinasef/Seção Pará, do Fórum Metropolitano de Reforma Urbana (FMRU), da vice-presidência da Ubes, da Ames/PI, da Uesb, da UJR e do PCR. Nele, os estudantes disseram a que vieram, intercalando as falações com muitos aplausos e palavras de ordem como “Juventude combatente, lutando pelo futuro no presente!” e “ Pra mudar a educação tem que ter rebelião”.
Essa energia e disposição se manifestaram não apenas nos debates, como nas atividades culturais realizadas todas as noites, onde se destacou a apresentação do grupo folclórico Iaçar.
Ao fim do segundo dia, foi aprovada, por unanimidade dos participantes, a Carta de Belém, na qual se faz um resgate histórico das lutas estudantis e se destaca a importância e o papel do ensino técnico para a soberania do país. A Carta também convoca os estudantes das escolas técnicas para a mobilização e a construção de uma educação técnica e tecnológica que promova o desenvolvimento soberano do país, nos colocando numa posição de independência tão necessária para o povo brasileiro. Além da Carta de Belém, foi aprovada a proposta de realização do V Enoet no Estado do Piauí.