Internacional : "Morte de Orlando Zapata é responsabilidade dos EUA”
em 16/04/2010(179 leituras)
O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rebateu as acusações feitas pela grande imprensa internacional de que haja presos políticos em Cuba e disse que as pessoas condenadas na ilha cometeram atos ilegais no país e atentaram contra a ordem constitucional existente. Em um encontro com um grupo de jornalistas em Genebra, na Suíça, durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o ministro cubano disse que “não se tratam de presos políticos, não são presos de consciência. São pessoas que cometeram atos ilegais, que foram julgadas por tribunais civis, em processos ordinários e com todas as garantias processuais”.
Rodríguez Parrilla também afirmou que Orlando Zapata, morto no final de fevereiro após dois meses e meio de greve de fome, foi condenado por um crime comum e que, já na prisão, “se vinculou a grupos que recebem instruções dos EUA contra Cuba”. Para o ministro, Orlando Zapata foi punido “por ser um agente a serviço de uma potência estrangeira”. “A morte desse detento se deveu à política subversiva contra Cuba e é responsabilidade do governo dos EUA”, disse.
Já sobre a greve de fome promovida por Guillermo Fariñas desde o começo de março, o jornal Granma informou que Fariñas é um delinquente violento comum. Segundo o jornal, ele participou de “atividades contrarrevolucionárias de todo tipo e era frequentador de algumas sedes diplomáticas europeias que dirigem a subversão em Cuba, das que recebem instruções, dinheiro e abastecimento”.
Os fatos demonstram que uma nova escalada subversiva, com ampla cobertura da mídia burguesa, foi lançada contra Cuba. Esses meios de comunicação a serviço dos interesses do imperialismo pretendem apresentar mercenários como patriotas, agentes remunerados pelo governo dos EUA em território cubano como dissidentes, criminosos ordinários como “presos de consciência”. O cinismo é tamanho, que não hesitam em utilizar um prisioneiro comum para apresentá-lo como lutador pelos direitos humanos.
A verdade é que desde a Revolução Cubana triunfou, em 1959, em Cuba jamais houve uma só execução sem o devido processo legal; jamais houve “esquadrões da morte” nem “Operações Condor”. Ao contrário. Por meio século, Cuba tem sido vítima de agressões norte-americanas e de ações terroristas que resultaram num saldo de 5.577 cubanos mortos ou mutilados.