Uma grande parte da população tem seus direitos cassados e jogados no lixo. Nossos governantes, em qualquer inauguração de obra ou reforma de algum patrimônio público, promovem festas. Essa farra não para por aí, não. Várias são as festas comemorativas, durante o ano, que mais tiram atenção do povo para a roubalheira dos cofres públicos.
Um exemplo é o Carnaval, uma festa que usa o dinheiro do povo sem que o
povo tenha direito sequer a uma explicação convincente. São blocos,
trios elétricos, cantores, empresas contratadas para enfeitar as ruas e
montar palanques, tudo com dinheiro público, verbas que poderiam estar
aplicadas nas áreas de saúde, saneamento, educação, geração de novos
empregos, segurança, habitação etc. Mas nossos governantes falam com
tanto entusiasmo sobre o que gastam no Carnaval que só mesmo o
interesse de fazer o povo esquecer seus problemas pode justificar
tamanho empenho em gastar nessas festas.
Quando acabam as festas,
o bolso dos trabalhadores que se aventuraram a seguir o chamado da TV e
das rádios para as festas está vazio. Lá se foi o dinheiro do aluguel,
do gás etc., enquanto os ricos, além de ter aumentado suas rendas, se
esbaldaram em champanhe e caviar e mesas cheias de comidas boas, às
custas da grande maioria do povo que trabalha.
Everaldo Afonso. Presidente do Sindicato de Calçados de Carpina e Região