Governos salvam monopólios e bancos com dinheiro público
Desde março de 2007, portanto, há 19 meses, uma grave crise econômica se abate sob a economia capitalista mundial. No início, governos e economistas burgueses insistiam que se tratava, não de uma crise do capitalismo, mas do mercado imobiliário subprime norte-americano. Isto é, a crise afetava apenas os bancos que tinham hipotecas avaliadas como de “baixa qualidade”. Com o passar do tempo e as falências de vários bancos, passaram a dizer que a crise era de todo o mercado imobiliário, mas que a economia mundial não seria afetada. Porém, com o agravamento da crise ao longo de 2008, novas falências, quedas nas bolsas de dezenas de países, inflação, concordata de diversos monopólios e a ameaça de recessão nos principais países capitalistas, os mesmos governos e economistas burgueses passaram afirmar que a crise é do sistema financeiro, mas não da “economia real”, pois essa estava com os “fundamentos sólidos”.