Punição aos torturadores já!
Ao promulgar a Lei da Anistia, em 1979, o último general-ditador, João Baptista Figueiredo, entendia que os torturadores de presos políticos estavam também anistiados, com base no texto legal que prevê anistia para todos os que “cometeram crimes políticos ou conexos com estes”.
Este entendimento foi mantido pelos governos que se sucederam à ditadura. Por isso, embora identificados por várias de suas vítimas, os responsáveis por torturas, assassinatos e desaparecimento de cadáveres de prisioneiros do regime militar nunca foram punidos; alguns, aliás, foram até promovidos, ao contrário da Argentina, onde torturadores e mandantes, inclusive ex-presidentes (ditadores), como Raul Videla, foram julgados, condenados e presos.