
Pesquisa realizada por professores da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), mostra que, dos 6.122 prontuários de acidentados do Hospital Universitário (considerado o maior hospital da região, em capacidade de atendimento), 10,09% referem-se a acidentes no trabalho.
Os pesquisadores da Universidade de São Paulo apontam a indústria da construção civil entre as que
apresentam as piores condições de segurança, em nível mundial. No Brasil, em 1995, ocorreram, no setor, 3.381 acidentes de trabalho, nos quais 437 operários vieram a falecer. Em julho de 2001, registraram-se 12,5 afastamentos para cada mil empregados na construção civil, que perdeu apenas para a construção pesada, com 13,4 afastamentos para cada mil trabalhadores.
O estudo publicado na revista
Escola de Minas revelou que 24,27% dos acidentados no trabalho eram operários da construção civil. Destes, 55,2% eram pedreiros ou ajudantes de pedreiro, e 17,2% eram serralheiros, marceneiros, carpinteiros e seus ajudantes.